Ciclo 3 · Integração5º e 6º semestres

Integração
Articulação Territorial

O estudante consolida-se como articulador interprofissional. Foco em linha de cuidado, integração com a Rede de Atenção à Saúde e leitura clínico-territorial do problema priorizado.

Natureza do Relato
Científico-integrador
Tipo de Diagnóstico
Clínico-territorial
Tipo de Evidência
Indicadores clínicos e sociais
Papel do Estudante
Articulador interprofissional
Ciclo 3 · em 1 minuto

O que muda no Ciclo 3

A extensão curricularizada evolui em complexidade a cada ciclo. Aqui, o que passa a ser exigido do estudante e as fases avaliativas do ciclo.

Destaques do ciclo
  • Linha de cuidado longitudinal como entrega central
  • Integração multiprofissional obrigatória no Relato
  • Revisão integrativa substitui revisão estruturada
Fases avaliativas
  • 1ª Fase · 5º semestre
    Diário de Bordo + Projeto de Extensão em execução
    Distribuição · 20 pts / 30 pts
  • 2ª Fase · 6º semestre
    Diário de Bordo + Relato Ampliado + Apresentação das Vivências
    Distribuição · 20 pts / 25 pts / 5 pts
Plano de Trabalho

Elementos obrigatórios do Plano de Trabalho — Ciclo 3

Estrutura mínima do Plano de Trabalho conforme o Manual. Cada seção evolui em relação ao ciclo anterior.

1

Identificação do Território (Estratificação Clínica e Assistencial)

Estratificação de risco, análise de perfis assistenciais e grupos prioritários.

2

Observação da Realidade (Etapa 1)

Fluxos assistenciais, continuidade do cuidado, acesso, adesão terapêutica e falhas na linha de cuidado.

3

Pontos-Chave (Etapa 2)

Lacunas assistenciais e fatores clínicos que impactam o problema.

4

Teorização – Revisão Integrativa

Bases, critérios de inclusão/exclusão, síntese com diretrizes oficiais.

5

Hipóteses de Solução – Linha de Cuidado (Etapa 4)

Cuidado longitudinal, articulação multiprofissional e integração entre níveis de atenção.

6

Aplicação à Realidade (Etapa 5)

Responsabilidades, articulação multiprofissional e registro assistencial.

7

Indicadores Clínicos e Assistenciais

Controle de parâmetros, adesão terapêutica, acesso e seguimento.

8

Cronograma Integrado

Planejamento, execução clínica, monitoramento e avaliação longitudinais.

9

Planejamento de Recursos

Recursos humanos, materiais e assistenciais necessários à linha de cuidado.

10

Avaliação de Efetividade

Instrumentos, análise dos dados e critérios de sucesso.

11

Considerações Finais

Integração entre diagnóstico, evidência, prática clínica e impacto assistencial.

Relato de Experiência (25 pts)

Estrutura obrigatória do Relato — Ciclo 3

Seções mínimas do Relato de Experiência, conforme os Quadros 12 a 15 do Manual.

SeçãoElementos obrigatórios
IntroduçãoProblema contextualizado em políticas públicas; fundamentação científica consolidada
DiagnósticoDados epidemiológicos; vulnerabilidades; gap de cuidado
Integração ObrigatóriaArticulação interprofissional; rede de atenção
MetodologiaPlanejamento estruturado; instrumentos; critérios de análise; eticidade
ResultadosIndicadores clínicos e sociais; análise quantitativa e qualitativa
DiscussãoDiálogo com políticas públicas; análise crítica
SustentabilidadePlano de continuidade da intervenção
Análise do ProcessoDificuldades e potencialidades
ConclusãoConsolidação da intervenção no território
ReferênciasCientíficas consolidadas
ApêndicesProdutos técnicos desenvolvidos
Apresentação das Vivências (5 pts)

Elementos obrigatórios da apresentação — Ciclo 3

Etapas mínimas da apresentação oral, conforme os Quadros 16 a 19 do Manual.

Etapa 1

Diagnóstico Ampliado

Dados epidemiológicos e clínicos com visualização estruturada

Etapa 2

Gap de Cuidado

Representação visual da lacuna assistencial

Etapa 3

Integração Interprofissional

Registro fotográfico ou vídeo de atividades multiprofissionais

Etapa 4

Intervenção Implementada

Demonstração estruturada do programa executado

Etapa 5

Resultados Quantitativos e Qualitativos

Indicadores comparativos e analíticos

Etapa 6

Sustentabilidade

Plano de continuidade apresentado graficamente

Método

O Arco — como a gente pensa

Design Thinking nas 4 primeiras etapas, Arco de Maguerez na implementação. Traduzindo: olhar, entender, planejar, testar e, no fim, agir com a comunidade. Nada de mágica — só um caminho didático pra não se perder no meio.

Mapa mental · 01

Duas metodologias, um só arco

Design Thinking pra compreender antes de intervir. Arco de Maguerez pra voltar ao território — agora com uma ação.

Design Thinking · etapas 1–4 Arco de Maguerez · etapa 5
Diagrama das duas metodologias — Design Thinking à esquerda e Arco de Maguerez à direita, ambos aterrados no território
Como ler o diagrama

A esquerda entende. A direita age.

  • Lado azul · Design Thinking
    Empatia → Definição → Ideação → Prototipagem. É o tempo de compreender antes de fazer.
  • Lado dourado · Arco de Maguerez
    Realidade → Pontos-chave → Teoria → Hipóteses → Ação. É a volta ao território com resposta.
  • No chão da imagem: a comunidade
    Os dois lados só existem porque partem — e voltam — pra ela. Sem território, não há arco.
01
Parte
da realidade concreta do território
02
Sobe
pela reflexão coletiva e evidência científica
03
Volta
à mesma realidade — agora com uma ação
Design Thinking
Etapa 01

Empatia

Escutar antes de propor

Semanas 1–3 · Fase 1 (Empatia)

Fase de preparo institucional e conexão emocional com o tema. Aqui o subgrupo se organiza, assina termos e estuda o material teórico de 'Território e Escuta Qualificada' antes de ir a campo. O objetivo é 'calçar os sapatos' da comunidade através dos dados disponíveis.

Vocês fazem
  • Termos de parceria e organização do subgrupo
  • Reconhecimento remoto do território e da unidade
  • Preparo de roteiro de escuta para o Momento 1
Entrega
Roteiro do Momento 1 pactuado com o preceptor
Design Thinking
Etapa 02

Definição

Organizar o que se ouviu

Semanas 4–7 · Fase 2 (Diagnóstico)

É o momento da 1ª ida ao campo (Diagnóstico). O subgrupo vai ao território para observar a realidade e realizar a escuta qualificada. Após a visita, o foco é organizar as percepções em sala de aula para definir o problema prioritário através da Árvore de Problemas.

Vocês fazem
  • Momento 1 no território (Pode ser presencial ou via telefone)
  • Sistematização da experiência e análise de determinantes
  • Mapa de atores e Árvore de problemas
  • Priorização do problema com a unidade parceira
Entrega
Pergunta-problema pactuada com a unidade parceira
Design Thinking
Etapa 03

Ideação

Que ação faz sentido aqui?

Semanas 8–10 · em sala

Gerar muitas ideias de ação educativa em saúde e escolher — junto — a que cabe no tempo, no lugar e no público real. A devolutiva do Momento 1 também é redigida aqui, para abrir o Momento 2.

Vocês fazem
  • Redação da devolutiva do Momento 1
  • Brainstorm e filtro por viabilidade, impacto e cultura
  • Definição do formato e da sequência de encontros prevista para a fase
Entrega
Devolutiva pronta + roteiro dos 3+ encontros da ação
Design Thinking
Etapa 04

Prototipagem

Testar antes de ir a público

Semanas 11–12 · em sala

Produzir materiais, ensaiar dinâmicas, simular a ação entre vocês. Falhar aqui é ótimo — evita falhar diante da comunidade no Momento 2.

Vocês fazem
  • Materiais didáticos e recursos visuais
  • Ensaio interno com colegas fazendo o papel do público
  • Ajustes de linguagem, tempo e roteiro
Entrega
Plano de aula pronto + materiais impressos/digitais
Arco de Maguerez
Etapa 05

Implementação

O Arco de Maguerez em ato

Semanas 13–20 · Fases 5 e 6

As idas finais ao campo e a aplicação da proposta, conforme a fase e a programação do período. Nos períodos de ciclo completo, isso inclui a ação educativa em três encontros e a devolutiva; no 1º período, a aplicação fica planejada para a etapa seguinte.

Vocês fazem
  • Momento 2 · devolutiva + validação + ação educativa
  • Semanas 14–18 · reflexão em sala e escrita do Relato
  • Momento 3 · encerramento e pactuação com a comunidade
Entrega
Diário de Bordo, Relato de Experiência e apresentação final
Zoom · Etapa 05

Por dentro do Arco de Maguerez

Em cada ida ao território prevista para o período, o subgrupo percorre estes 5 passos — com profundidade crescente. É o coração da metodologia problematizadora: parte da realidade e volta pra ela transformada.

  1. 01

    Observação da realidade

    Chegar no campo e olhar de novo, com o problema já definido.

  2. 02

    Pontos-chave

    O que precisa ser enfrentado pra transformar essa realidade?

  3. 03

    Teorização

    Buscar evidência científica que sustente a ação de vocês.

  4. 04

    Hipóteses de solução

    Desenhar as respostas possíveis — plurais, criativas, viáveis.

  5. 05

    Aplicação à realidade

    Voltar à comunidade e agir. É aqui que o arco se completa.

“O conhecimento nasce da inquietação com a realidade — e só se completa quando volta a ela.”

O que é obrigatório

Os Requisitos do Ciclo 1

Para garantir a aprovação e o impacto social, o subgrupo deve cumprir os critérios mínimos do Manual. Na implementação 2026.2, este período segue ciclo 1 completo · inserção, empatia e implementação.

Carga Horária Total

140 Horas

Distribuídas entre encontros síncronos, assíncronos e idas ao território.

Visitas ao Campo

Até 3 idas

Idas pactuadas com a unidade e registradas na programação do seu período.

Público Almejado

15+ Pessoas

Mínimo de pessoas impactadas diretamente pela sua ação educativa.

Subgrupos

Até 12 Alunos

Organização coletiva conforme a realidade local de cada cidade.

Atenção à implementação

A ação educativa deve conter no mínimo 3 encontros ou momentos (ex: três oficinas, três palestras, ou uma sequência pedagógica em três tempos). Verifique a Programação Semestral do seu período para detalhes da carga horária.

Frequência e Presença

A presença nas idas ao território previstas para o seu período é obrigatória para a composição da nota. Ausências devem ser justificadas formalmente ao docente responsável conforme as regras do Manual Acadêmico.