UNEX-MED · Medicina4º Período · Semestre 2026.2Ciclo 1 completo · adaptação intensiva 2026.2

Da realidade
à transformação

Ciclo 1 completo: Foco em MFC e Saúde Mental com 3 encontros de implementação no território.

Escolha o período
Período2º4º6º
Até 3 idas no território · subgrupos de até 12
semanas
20
extensionistas
120h
disciplinas
3
na VAP
50 pts
campo
Até 3 idas
Estudantes de medicina caminhando entre o campus e a comunidade — da realidade à transformação
O que a imagem mostra
  • Campus e território, sem muro no meio
    A faculdade e a comunidade dividem o mesmo horizonte — a extensão acontece nessa passagem.
  • Vocês entram como estudantes, não turistas
    O jaleco vai junto, mas a escuta vem antes do procedimento.
  • Da teoria à prática, ida e volta
    Os livros e diagramas viram bagagem — voltam à sala transformados pelo encontro.
Em 1 minuto

O que é a extensão

Parte curricular da faculdade, integrada às disciplinas do semestre. Não é atividade extra — é parte do que faz de vocês médicos.

Sair da sala

A extensão acontece fora dos muros: em unidades de saúde e espaços comunitários pactuados com vocês.

Escutar o território

Observação participante, entrevistas, mapa de atores. A comunidade é coautora.

Propor uma ação

A partir da escuta, vocês desenham uma ação educativa em saúde, com implementação no momento previsto para a fase.

Registrar & refletir

Diário de Bordo a cada atividade + Relato de Experiência ao final. Isso vira portfólio.

Por que existe

Uma formação médica socialmente responsável

A extensão é onde ensino, pesquisa e território se encontram. Aqui vocês exercitam o que o SUS espera do médico: escutar, dialogar, agir com ética e medir impacto.

  • Ensino + Pesquisa + Extensão
  • Território real
  • Diálogo comunitário
  • Interprofissionalidade
  • Ética e equidade
  • Impacto
Diagrama circular: seis pilares da formação médica socialmente responsável ao redor de estudantes com a comunidade
Leia o círculo assim

Seis pilares giram em torno de um mesmo centro: gente

  • Território real
    Sem simulação: unidade de saúde e espaço comunitário de verdade.
  • Diálogo
    A comunidade fala, vocês escutam — e vice-versa. Nada de monólogo técnico.
  • Interprofissionalidade
    ACS, enfermagem, gestão, medicina: cada olhar completa o outro.
  • Ética e equidade
    Decisões pactuadas, dados protegidos, respeito ao contexto.
  • Impacto mensurável
    O que vocês fazem precisa deixar rastro — dados, devolutivas, indicadores.
  • Ensino + Pesquisa + Extensão
    Três dimensões que se sustentam. Extensão sem ensino vira ONG; sem pesquisa, vira achismo.
Alinhando expectativas

Com a comunidade, não apenas para ela

A diferença entre entregar uma cesta e construir um vínculo. Entre visitar e voltar. Entre executar e transformar.

Comparação visual entre o que a extensão não é (ação isolada, assistencialismo) e o que ela é (vínculo, co-construção, evidência)
O que observar na imagem
  • À esquerda: uma visita
    Um dia, uma foto, uma cesta. Fim. Não é isso.
  • À direita: uma relação
    Vocês voltam. A comunidade também. O vínculo é o método.
  • O que muda no meio
    Escuta, evidência, co-construção e devolutiva — os quatro fios que costuram tudo.
Não é
  • Ação isolada
  • Assistencialismo
  • Tarefa sem vínculo
  • Intervenção sem avaliação
É
  • Vínculo longitudinal
  • Co-construção
  • Baseada em evidência
  • Avaliação e devolutiva
  • Sustentabilidade
Por que fazer bem-feito

Isto aqui é o começo do médico que vocês serão

A extensão não é "a mais" — é o lugar onde a medicina encontra a vida real. Fazer com capricho agora dá dividendos por anos.

Vira portfólio

Currículo de residência, monitoria, iniciação científica: um projeto de extensão robusto pesa muito.

O território segue com vocês

A comunidade que vocês adotarem agora acompanha o percurso — nos próximos ciclos, o trabalho aprofunda.

Vira publicação

Ação bem registrada vira relato em congresso, artigo, projeto de pesquisa. É semente científica.

Método

O Arco — como a gente pensa

Design Thinking nas 4 primeiras etapas, Arco de Maguerez na implementação. Traduzindo: olhar, entender, planejar, testar e, no fim, agir com a comunidade. Nada de mágica — só um caminho didático pra não se perder no meio.

Mapa mental · 01

Duas metodologias, um só arco

Design Thinking pra compreender antes de intervir. Arco de Maguerez pra voltar ao território — agora com uma ação.

Design Thinking · etapas 1–4 Arco de Maguerez · etapa 5
Diagrama das duas metodologias — Design Thinking à esquerda e Arco de Maguerez à direita, ambos aterrados no território
Como ler o diagrama

A esquerda entende. A direita age.

  • Lado azul · Design Thinking
    Empatia → Definição → Ideação → Prototipagem. É o tempo de compreender antes de fazer.
  • Lado dourado · Arco de Maguerez
    Realidade → Pontos-chave → Teoria → Hipóteses → Ação. É a volta ao território com resposta.
  • No chão da imagem: a comunidade
    Os dois lados só existem porque partem — e voltam — pra ela. Sem território, não há arco.
01
Parte
da realidade concreta do território
02
Sobe
pela reflexão coletiva e evidência científica
03
Volta
à mesma realidade — agora com uma ação
Design Thinking
Etapa 01

Empatia

Escutar antes de propor

Semanas 1–3 · Fase 1 (Empatia)

Fase de preparo institucional e conexão emocional com o tema. Aqui o subgrupo se organiza, assina termos e estuda o material teórico de 'Território e Escuta Qualificada' antes de ir a campo. O objetivo é 'calçar os sapatos' da comunidade através dos dados disponíveis.

Vocês fazem
  • Termos de parceria e organização do subgrupo
  • Reconhecimento remoto do território e da unidade
  • Preparo de roteiro de escuta para o Momento 1
Entrega
Roteiro do Momento 1 pactuado com o preceptor
Design Thinking
Etapa 02

Definição

Organizar o que se ouviu

Semanas 4–7 · Fase 2 (Diagnóstico)

É o momento da 1ª ida ao campo (Diagnóstico). O subgrupo vai ao território para observar a realidade e realizar a escuta qualificada. Após a visita, o foco é organizar as percepções em sala de aula para definir o problema prioritário através da Árvore de Problemas.

Vocês fazem
  • Momento 1 no território (Pode ser presencial ou via telefone)
  • Sistematização da experiência e análise de determinantes
  • Mapa de atores e Árvore de problemas
  • Priorização do problema com a unidade parceira
Entrega
Pergunta-problema pactuada com a unidade parceira
Design Thinking
Etapa 03

Ideação

Que ação faz sentido aqui?

Semanas 8–10 · em sala

Gerar muitas ideias de ação educativa em saúde e escolher — junto — a que cabe no tempo, no lugar e no público real. A devolutiva do Momento 1 também é redigida aqui, para abrir o Momento 2.

Vocês fazem
  • Redação da devolutiva do Momento 1
  • Brainstorm e filtro por viabilidade, impacto e cultura
  • Definição do formato e da sequência de encontros prevista para a fase
Entrega
Devolutiva pronta + roteiro dos 3+ encontros da ação
Design Thinking
Etapa 04

Prototipagem

Testar antes de ir a público

Semanas 11–12 · em sala

Produzir materiais, ensaiar dinâmicas, simular a ação entre vocês. Falhar aqui é ótimo — evita falhar diante da comunidade no Momento 2.

Vocês fazem
  • Materiais didáticos e recursos visuais
  • Ensaio interno com colegas fazendo o papel do público
  • Ajustes de linguagem, tempo e roteiro
Entrega
Plano de aula pronto + materiais impressos/digitais
Arco de Maguerez
Etapa 05

Implementação

O Arco de Maguerez em ato

Semanas 13–20 · Fases 5 e 6

As idas finais ao campo e a aplicação da proposta, conforme a fase e a programação do período. Nos períodos de ciclo completo, isso inclui a ação educativa em três encontros e a devolutiva; no 1º período, a aplicação fica planejada para a etapa seguinte.

Vocês fazem
  • Momento 2 · devolutiva + validação + ação educativa
  • Semanas 14–18 · reflexão em sala e escrita do Relato
  • Momento 3 · encerramento e pactuação com a comunidade
Entrega
Diário de Bordo, Relato de Experiência e apresentação final
Zoom · Etapa 05

Por dentro do Arco de Maguerez

Em cada ida ao território prevista para o período, o subgrupo percorre estes 5 passos — com profundidade crescente. É o coração da metodologia problematizadora: parte da realidade e volta pra ela transformada.

  1. 01

    Observação da realidade

    Chegar no campo e olhar de novo, com o problema já definido.

  2. 02

    Pontos-chave

    O que precisa ser enfrentado pra transformar essa realidade?

  3. 03

    Teorização

    Buscar evidência científica que sustente a ação de vocês.

  4. 04

    Hipóteses de solução

    Desenhar as respostas possíveis — plurais, criativas, viáveis.

  5. 05

    Aplicação à realidade

    Voltar à comunidade e agir. É aqui que o arco se completa.

“O conhecimento nasce da inquietação com a realidade — e só se completa quando volta a ela.”

O que é obrigatório

Os Requisitos do Ciclo 1

Para garantir a aprovação e o impacto social, o subgrupo deve cumprir os critérios mínimos do Manual. Na implementação 2026.2, este período segue ciclo 1 completo · adaptação intensiva 2026.2.

Carga Horária Total

120 Horas

Distribuídas entre encontros síncronos, assíncronos e idas ao território.

Visitas ao Campo

Até 3 idas

Idas pactuadas com a unidade e registradas na programação do seu período.

Público Almejado

15+ Pessoas

Mínimo de pessoas impactadas diretamente pela sua ação educativa.

Subgrupos

Até 12 Alunos

Organização coletiva conforme a realidade local de cada cidade.

Atenção à implementação

A ação educativa deve conter no mínimo 3 encontros ou momentos (ex: três oficinas, três palestras, ou uma sequência pedagógica em três tempos). Verifique a Programação Semestral do seu período para detalhes da carga horária.

Frequência e Presença

A presença nas idas ao território previstas para o seu período é obrigatória para a composição da nota. Ausências devem ser justificadas formalmente ao docente responsável conforme as regras do Manual Acadêmico.

Componentes vinculados · 4º Período

As disciplinas envolvidas — 4º Período

Atenção Primária e matriciamento com a equipe da UBS como eixos centrais.

Implementação 2026.2: todos os períodos iniciam pelo Ciclo 1; este período realiza o ciclo completo em regime intensivo.

MED332
Medicina de Família e Comunidade

Diagnóstico territorial, articulação com ESF e execução da ação educativa.

100h extensionistas
MED330
Farmacologia Clínica II

Fundamentação farmacológica das ações educativas.

10h extensionistas
MED334
Saúde Mental

Suporte psicossocial e escuta qualificada ampliada.

10h extensionistas
Carga total extensionista
120 h
MED332 · 100hMED330 · 10hMED334 · 10h
O Chão da Extensão

Território e Escuta Qualificada

Não se faz medicina de gabinete. O projeto nasce no território, pela escuta ativa de quem vive e trabalha nele. Entenda como se organizar e como 'ouvir' a realidade.

Organização Coletiva

O Subgrupo de 12

Para que a escuta seja efetiva, o subgrupo precisa de método. Sugerimos a divisão de papéis rotativos a cada ida ao campo:

O Entrevistador

Conduz o diálogo, mantém o foco e a empatia.

O Relator

Anota falas literais, expressões e o que não é dito.

O Observador

Foca no ambiente, na dinâmica da UBS, no entorno.

O Articulador

Garante o vínculo com ACS e lideranças locais.

Diagrama dos ciclos da extensão: Ciclo 1 (Inserção), Ciclo 2 (Intervenção) e Ciclo 3 (Consolidação)
A Jornada Acadêmica

Vocês estão no Ciclo 1

  • Ciclo 1: Inserção e Empatia
    Onde estamos agora: diagnosticar, escutar e sensibilizar o território.
  • Ciclo 2: Intervenção e Ação
    Aprofundamento técnico e ações de maior complexidade clínica.
  • Ciclo 3: Consolidação e Gestão
    Foco em políticas públicas e sustentabilidade das ações.
Escuta Qualificada

Como ouvir o que o território diz

Escutar não é apenas perguntar. É uma técnica de diagnóstico participativo que exige ética, silêncio e respeito à LGPD.

Escuta Ativa

  • Evitar julgamentos imediatos
  • Valorizar o saber popular local
  • Observar linguagem não-verbal

Territorialização

  • Mapear equipamentos sociais (escolas, igrejas)
  • Identificar determinantes sociais (saneamento, lazer)
  • Localizar as lideranças comunitárias reais

Ética e Sigilo

  • Anonimizar nomes no Diário e no Relato
  • Pedir autorização antes de fotografar/gravar
  • Não prometer o que não é papel da faculdade

O Olhar do Estudante no Campo

Diferente de um passeio, a visita ao território busca entender os Determinantes Sociais. O que está "fora do corpo" que faz a pessoa adoecer?

Moradia e Saneamento

Observar lixo, esgoto a céu aberto, córregos e condições das casas (risco, aglomeração).

Mobilidade e Acesso

Como se chega à UBS? Há ladeiras, ruas sem calçamento ou isolamento por chuva?

Equipamentos Sociais

Identificar escolas, creches, CRAS, igrejas, quadras e onde a comunidade se reúne.

Trabalho e Renda

Comércio local, o que as pessoas fazem para viver, se saem cedo do bairro.

Do Dado à Conversa: Transformando Números em Escuta

O que o dado mostra

Baixa cobertura de pré-natal no painel da unidade.

Pergunta para a campo

"As gestantes estão indo a outro serviço ou estão deixando de ir? O que dificulta o acesso delas aqui?"

O que o dado mostra

Censo aponta que parte das casas não tem esgoto.

Pergunta para a campo

"Como fica a rua quando chove? Onde as crianças costumam brincar quando não estão na escola?"

Técnicas de Escuta Qualificada

O Ministério da Saúde define acolhimento como postura. Veja como aplicar:

Eco e Espelhamento

Repita a última palavra ou expressão para que a pessoa continue falando.

— Tá difícil, sabe? — Difícil?

Parafrasear

Diga com suas palavras o que entendeu para validar a compreensão.

— Então a senhora vem, espera e às vezes volta sem a consulta?

Pedir Exemplos

Transforme generalizações em fatos concretos.

— A senhora pode me contar uma vez em que isso aconteceu?

Resumir e Validar

Antes de encerrar, recapitule os pontos principais.

Deixe a pessoa corrigir se você entendeu algo errado.

Ética no Campo: Regras de Ouro

  • 1Assinatura do Termo de Consentimento antes de começar.
  • 2Sigilo Total: Use códigos (U1, T1) em vez de nomes reais.
  • 3Não é consulta: Você não deve dar diagnósticos ou indicar remédios.
  • 4Não prometa: Diga apenas o que o subgrupo vai fazer de fato.

A Janela Verde

As idas ao território devem ser pactuadas com a UBS e o preceptor. Identifiquem turnos sem aula e organizem a agenda para que a unidade esteja pronta para recebê-los.

UBS ParceiraDocente OrientadorCaderno de Campo
Ver Cronograma
A Jornada de 20 Semanas

Como o semestre se organiza

Do primeiro dia de aula à entrega final. O cronograma abaixo reflete a jornada padrão do Ciclo 1. Verifique nos Downloads o arquivo de Programação do seu período para as especificidades de carga horária e instrumentos avaliativos.

Ciclo 1 completo · adaptação intensiva 2026.2
120h de Extensão
Até 3 idas · subgrupos de 12
Semanas 1-4
01

Fase 1: Inserção e Empatia

Vínculo e Reconhecimento

  • Apresentação do Arco e Planejamento
  • Divisão de subgrupos (até 12 pessoas)
  • Leitura do Guia de Território e Escuta
  • Momento 1: Contato com Unidade (Presencial/Telefone)
  • Reconhecimento, Observação e Escuta Qualificada
Semanas 5-7
02

Fase 2: Diagnóstico e Priorização

Clareza do Problema

  • Construção da Árvore de Problemas
  • Análise de Determinantes Sociais da Saúde
  • Validação com as disciplinas do período
  • Definição da Pergunta-Problema central
  • Registro estruturado no Diário de Bordo
Semanas 8-10
03

Fase 3: Ideação e Planejamento

Design da solução

  • Brainstorming de soluções criativas
  • Elaboração do Plano de Ação Educativa
  • Prototipagem 1.0 dos materiais
  • Feedback do docente orientador
  • Pactuação da logística de campo
Semanas 11-12
04

Fase 4: Prototipagem e Refinamento

Pronto para o campo

  • Ajuste final dos materiais educativos
  • Teste de linguagem (Acessibilidade)
  • Simulação da ação em grupo
  • Checklist de insumos e permissões
  • Validação técnica das disciplinas
Semanas 13-14
05

Fase 5: Execução e Implementação

Transformação social

  • Momento 2: Ação Educativa no Campo
  • Execução do cronograma (3 encontros)
  • Coleta de evidências e depoimentos
  • Monitoramento do impacto imediato
  • Entrega dos Instrumentos Legais
Semanas 15-20
06

Fase 6: Resultados e Devolutiva

Legado e Avaliação

  • Escrita do Relato de Experiência (ABNT)
  • Momento 3: Devolutiva para a comunidade
  • Apresentação final para banca (5 pts)
  • Submissão no Portal Pro-Extend
  • Autoavaliação do subgrupo

Carga Horária

Variável por Semestre

Território

Até 3 idas ao território

Avaliação

Diário + Relato + Banca

I
IPA
Interação Professor–Aluno

Aula, oficina, mentoria com o docente. Acontece na faculdade.

I
IASC
Interação Aluno–Serviço–Comunidade

Vocês no território, na unidade e com a comunidade. É o coração da extensão.

I
IAA
Interação Aluno–Aluno

Produção autônoma do subgrupo: organizar coleta, planejar ação, escrever o relato.

Nota sobre as Visitas ao Campo

Embora o cronograma liste semanas-base para as idas ao território, a data exata depende da logística pactuada entre o subgrupo, o docente orientador e a coordenação local em cada cidade. Este período prevê até 3 idas. Consulte sempre o arquivo de Programação Semestral disponível nos Downloads para o calendário local atualizado.

Gestão de Conformidade

Checklist de Atividades

Uma visão clara das responsabilidades de cada um para garantir o sucesso da extensão. Selecione seu perfil para visualizar as tarefas obrigatórias por fase e baixar os guias de apoio.

Baixar Checklist Discente (DOCX)

Fase 1: Inserção

  • Formação do Subgrupo

    Subgrupo de até 12 alunos com papéis definidos.

  • Termos Legais

    Assinatura do Termo de Compromisso e Confidencialidade.

  • Guia de Território

    Leitura obrigatória do guia de Escuta Qualificada.

  • Momento 1

    Registro da 1ª inserção (presencial ou remota) no Diário.

Fase 2: Diagnóstico

  • Árvore de Problemas

    Construção coletiva baseada na escuta do campo.

  • Priorização

    Escolha do problema central validada com o preceptor.

  • Diário de Bordo

    Registro da sistematização do diagnóstico (Semanas 5-7).

Fase 3 & 4: Planejamento

  • Plano de Ação

    Roteiro detalhado da atividade educativa (Momento 2).

  • Materiais

    Produção e teste dos protótipos de material didático.

  • Validação

    Feedback técnico das disciplinas integradas do período.

Fase 5 & 6: Entrega

  • Momento 2 (Campo)

    Execução da ação (3 encontros) e coleta de evidências.

  • Relato de Experiência

    Escrita científica seguindo template ABNT (25 pts).

  • Submissão Final

    Upload no Portal Pro-Extend e Blackboard até 08/12.

Dica de Conformidade

Cada item marcado garante que seu projeto atende aos critérios de 'Robustez' exigidos pela banca. O não cumprimento pode impactar na homologação da carga horária no Pro-Extend.

Próximo Passo
Pronto para a entrega?

Confira o cronograma detalhado por semana.

Qualidade & Entrega

O que faz um projeto ser 'Robusto'?

A banca avalia a robustez técnica e o impacto social. Um projeto nota máxima não é apenas o que aconteceu no campo, mas como ele foi fundamentado e registrado.

Diagnóstico Científico

Não basta o 'eu acho'. É preciso cruzar a escuta com dados do IBGE, DATASUS ou Painel APS da unidade.

Checklist de Robustez
  • Mapa de Atores completo
  • Árvore de Problemas (Causa/Efeito)
  • Referencial teórico (ABNT)
  • Determinantes Sociais (DSS) mapeados

Intervenção Pactuada

A ação educativa deve ser construída COM a comunidade, não apenas PARA ela. Precisa de anuência formal.

Checklist de Robustez
  • Ação em 3 encontros/momentos
  • Público mínimo de 15 pessoas
  • Material educativo acessível
  • Metodologia ativa (não é palestra)

Rigor Documental

A extensão é um componente curricular. A regularidade dos termos é o que garante sua aprovação jurídica.

Checklist de Robustez
  • Termos assinados na Semana 1
  • Diário de Bordo (10 seções)
  • Ficha de Frequência validada
  • Autorização de uso de imagem

Escrita Científica

O relato de experiência é o legado do subgrupo. Deve seguir normas ABNT e ter reflexão crítica real.

Checklist de Robustez
  • Resumo estruturado (250 palavras)
  • Discussão com literaturas (min. 5)
  • Resultados mensuráveis
  • Normas ABNT (Arial 12, 1.5)

Nota de Implantação

Na implementação 2026.2, o 4º período segue ciclo 1 completo · adaptação intensiva 2026.2. O foco comum é o diagnóstico situacional, a ação educativa pactuada e o registro ético das evidências.

Diferencial: As disciplinas integradas mudam conforme o seu período.

Guia de Apoio Acadêmico
Barema de Avaliação Completo

O Barema é o documento que a banca usa para te dar a nota. Conhecer cada critério antes de entregar o relato é o segredo para os 25 pontos.

Baixar Baremas Oficiais
Documentação

Instrumentos legais do ciclo

Todos os termos e formulários obrigatórios que regularizam a sua atuação no território.

COAPES / Acordo de Cooperação Técnica
Quando
Antes do campo
Onde
Pactuado entre UNEX e a rede parceira
Termo de Compromisso Discente
Quando
Semana 1
Onde
Guardado pelo docente
Termo de Confidencialidade
Quando
Semana 1
Onde
Guardado pelo docente
Consentimento / Assentimento
Quando
Antes de entrevista ou registro
Onde
Uma via com o participante
Anuência da Unidade
Quando
Semana 2–3
Onde
Assinada pela unidade parceira
Autorização de Uso de Imagem
Quando
Quando houver registro
Onde
Assinada pela pessoa registrada
Licença de Uso dos Materiais
Quando
Semana 20
Onde
Regulariza o material educativo
Ficha de Frequência
Quando
A cada atividade
Onde
Validada pelo docente
LGPD e guarda documental
Quando
A cada atividade
Onde
Somente em canais institucionais
Cadastro Pro-Extend
Quando
Semana 1 + contínuo
Onde
Sistema institucional de extensão
O que vocês entregam

Entregáveis do semestre

Quatro entregas conversam entre si: o Produto Final é o que fica para o território; o Diário registra o percurso; o Relato sistematiza; a Apresentação comunica. Navegue pelas abas.

O que a equipe entrega

Produto final: as formas de mostrar o que vocês fizeram

Além do relato (obrigatório para todo mundo), a equipe pode escolher um ou mais formatos de entrega — sempre integrados ao relato como apêndice. Não é para inventar: é para transformar o que já foi feito no território em algo que fica.

O que faz um produto ser robusto?

Um produto robusto nasce do território (não da cabeça da equipe), é validado com pelo menos uma rodada de teste, tem evidência registrada no Diário e no Relato, e pode ser continuado pelo próximo ciclo — vocês estão construindo um percurso longitudinal, não um trabalho de fim de semestre.

Obrigatório

Relato de experiência

Documento central e obrigatório de toda extensão. É a memória escrita da jornada da equipe.

Exemplo

"Escuta qualificada e ação educativa sobre alimentação infantil na USF Nova Vitória: relato do Ciclo 1."

Critérios de robustez
  • Estrutura completa nas 10 seções (ver seção seguinte)
  • Mapa de atores + árvore de problemas construídos no território
  • Mínimo de 8 referências científicas em ABNT
  • Discussão crítica, não descrição de tarefas
Recomendado

Cartilha ou material educativo

Peça gráfica ou impressa que fica com a comunidade após a ação. Vira apêndice do relato.

Exemplo

Cartilha ilustrada sobre sinais de alerta em crianças menores de 5 anos, distribuída na sala de espera.

Critérios de robustez
  • Linguagem acessível (Flesch-Kincaid < 7ª série)
  • Validada com pelo menos 3 pessoas do território antes de imprimir
  • Referências ao final e crédito da equipe
  • Impacto medido (nº distribuído + feedback)
Tecnologia leve

Tecnologia leve de cuidado

Ferramenta processual construída com a equipe da unidade: fluxo, protocolo local, agenda compartilhada.

Exemplo

Fluxo visual de acolhimento a gestantes na USF, afixado na recepção após validação com a ESF.

Critérios de robustez
  • Cocriado com a equipe da unidade — não imposto
  • Adotado formalmente pela ESF ao final do ciclo
  • Instruções simples, teste de usabilidade documentado
  • Devolutiva registrada no Diário de Bordo
Projeto

Projeto de intervenção

Proposta estruturada que pode ser continuada pelo próximo ciclo do mesmo território.

Exemplo

Projeto "Sala de espera ativa": roteiro de 12 encontros temáticos para o próximo semestre.

Critérios de robustez
  • Objetivos SMART e cronograma exequível
  • Recursos, atores envolvidos e indicadores definidos
  • Aprovado pela unidade e pelo tutor
  • Documento entregável para a próxima turma
Mídia

Vídeo / podcast

Registro audiovisual da jornada ou da ação, com valor formativo e de divulgação.

Exemplo

Mini-documentário de 5 min sobre a percepção da comunidade quanto ao acesso à APS.

Critérios de robustez
  • Roteiro escrito antes da produção
  • Consentimento de imagem de todas as pessoas gravadas (LGPD)
  • Créditos, referências e trilha com licença livre
  • Anonimização de dados sensíveis
Protótipo

Protótipo de solução

Peça testável construída na fase de prototipagem do Design Thinking (baixa fidelidade).

Exemplo

Cartaz-teste de campanha de vacinação testado com 10 usuárias antes da versão final.

Critérios de robustez
  • Ao menos 1 ciclo de teste com usuários reais
  • Registro do que foi ajustado após o teste
  • Fotos ou versão digital anexadas ao relato
  • Avaliação com público-alvo documentada
Como será a nota

Avaliação e entregas

A extensão vale 50 pontos dentro da VAP do componente: Diário de Bordo (20) + produto técnico-científico (25) + apresentação oral (5).

20
pontos

Diário de Bordo

Registro reflexivo a cada atividade. Barema no Quadro 21 do Manual.

25
pontos

Relato de Experiência

Com mapa de atores e árvore de problemas obrigatórios; materiais educativos como apêndices. Barema no Quadro 26.

5
pontos

Apresentação das Vivências

09/12. Elementos do Quadro 16, barema no Quadro 30.

Somatório na VAP
50 pts

Os 50 pontos compõem a VAP conforme a estrutura avaliativa dos componentes integrados do período. Consulte a Programação Semestral e o Manual antes do lançamento.

Ver requisitos mínimos do Ciclo 1
Barema detalhado

Rubrica: como cada nota é construída

Cada instrumento tem critérios com peso e 4 níveis de desempenho. Usem esta rubrica como checklist ao longo do ciclo — a nota final é a soma dos pesos ponderada pelo nível atingido em cada critério.

1Insuficiente
0–39% · não atende
2Suficiente
40–69% · atende parcialmente
3Bom
70–89% · atende bem
4Excelente
90–100% · supera o esperado

Diário de Bordo

Instrumento individual, formativo, avaliado ao final do ciclo. Barema no Quadro 21.

20 pts
CritérioPesoInsuficienteSuficienteBomExcelente
Regularidade e presença dos registros4 ptsRegistros ausentes em mais da metade das atividades.Registros existem, mas há lacunas frequentes ou preenchimento retroativo.Registro semanal contínuo, com poucas lacunas justificadas.Registro contínuo, datado, feito próximo à atividade, com evidências de rotina.
Completude das 10 seções obrigatórias5 ptsFaltam 4 ou mais seções.Faltam 2–3 seções ou algumas estão apenas iniciadas.Todas presentes, com pequenas fragilidades pontuais.Todas presentes, articuladas entre si e coerentes com o percurso.
Qualidade da escuta e observação do território4 ptsDescrição superficial, sem falas do território.Falas isoladas, pouca conexão com o contexto.Escuta sistemática, falas anonimizadas e contextualizadas.Escuta qualificada com triangulação de fontes e recorte de determinantes sociais.
Reflexão crítica e articulação teórica4 ptsSó descreve o que fez, sem refletir.Reflexões pontuais, pouco amarradas a conceitos.Reflexões consistentes, dialogam com o Arco e o Design Thinking.Reflexão crítica autoral, sustentada por literatura e por dados do território.
Ética, LGPD e cuidado com o território3 ptsExpõe pessoas, dados ou fotos sem consentimento visível.Mistura de dados anonimizados e identificáveis.Anonimização consistente e menção a consentimento.Registro exemplar: consentimento, anonimização, sigilo e cuidado com o vínculo.

Relato de Experiência

Instrumento coletivo, escrito em ABNT. Barema no Quadro 26.

25 pts
CritérioPesoInsuficienteSuficienteBomExcelente
Contextualização do território4 ptsCaracterização genérica, sem mapa de atores nem árvore de problemas.Caracterização básica; falta mapa de atores OU árvore de problemas.Caracterização com mapa e árvore presentes e coerentes.Caracterização rica, com dados oficiais + escuta, mapa e árvore articulados aos DSS.
Percurso metodológico (Arco + Design Thinking)6 ptsMetodologia ausente ou confusa; não é possível reproduzir.Metodologia descreve etapas, mas não amarra Arco com Design Thinking.Percurso claro, com técnicas de coleta, período e aspectos éticos.Percurso reproduzível, com triangulação de técnicas e integração explícita das duas metodologias.
Resultados, discussão e evidências6 ptsSó descreve tarefas; sem discussão nem evidências.Resultados descritos; discussão fraca e < 3 referências.Resultados + discussão com 5+ referências científicas dos últimos 10 anos.Discussão crítica, dialogando literatura e território, com evidências anonimizadas fortes.
Reflexão e lições aprendidas3 ptsAusente ou meramente conclusiva.Reflexão superficial, sem autocrítica.Reflexão consistente com autocrítica do processo.Reflexão autoral, com autocrítica honesta e projeções para o próximo ciclo.
Formatação ABNT (NBR 14724 + 6023)3 ptsFormatação inconsistente; referências fora de norma.Formatação parcial; várias inconsistências.Formatação correta; pequenos deslizes.Formatação impecável; referências alfabetadas e completas.
Apêndices (materiais educativos do grupo)3 ptsSem apêndices ou apêndices desconectados da ação.Apêndices presentes, mas sem validação com o território.Apêndices coerentes com a ação, com registro de uso.Apêndices validados com o território e claramente reutilizáveis pelo próximo ciclo.

Apresentação das Vivências

Instrumento coletivo, oral, banca de 3. Barema no Quadro 30.

5 pts
CritérioPesoInsuficienteSuficienteBomExcelente
Clareza e organização da narrativa1 ptDifícil acompanhar; blocos fora de ordem.Narrativa mediana, transições fracas.Narrativa clara, blocos bem encadeados.Narrativa envolvente, começo-meio-fim; a banca entra na história.
Uso de evidências do território1 ptSem evidências reais; slides genéricos.Poucas evidências; sem falas do território.Evidências variadas (fotos, dados, falas anonimizadas).Evidências fortes, com fala real da comunidade que sustenta a ação.
Participação da equipe completa1 ptUm só integrante fala.Metade da equipe participa.Todos falam, divisão desigual.Todos falam com blocos bem distribuídos e transições ensaiadas.
Gestão do tempo (12–15 min)1 ptEstoura > 3 min ou termina < 8 min.Estoura 1–3 min.Dentro do tempo, com ajuste no final.Cronometragem impecável, ritmo constante.
Arguição: resposta a perguntas da banca1 ptNão responde ou responde na defensiva.Respostas superficiais; só um integrante responde.Respostas consistentes, distribuídas na equipe.Respostas autorais, com autocrítica e evidências da experiência.

Fonte: Manual da Extensão Curricularizada UNEXMED 2026 — Quadros 21 (Diário), 26 (Relato) e 30 (Apresentação). Descritores adaptados para leitura didática.

Perguntas rápidas

Dúvidas frequentes

As perguntas que sempre aparecem na primeira semana.